domingo, julho 24, 2011
quinta-feira, julho 07, 2011
O inverno mais quente e o mais frio.
Esse é o inverno mais frio de propósito, e acumula tudo que é indispensável no teu abraço fácil como respirar.
Tremo para escutar teus passos quentes vindo até onde estou, e te chamo para ver no teu sorriso todos os traços que descrevem um “sim”.
Faço perguntas em silêncio que deixo tua boca responder, também sem voz, conversando com a minha noite a dentro.
E eu que descarrego milhares de explicações por uma lágrima que aconteceu, virei só silêncio e sorriso, nossos silêncios e nossos sorrisos...
sábado, julho 02, 2011
Quando o tempo voa e a gente não envelhece.
Existe um descompasso cardíaco que abriga toda a escuridão no peito dela empurrando cada vez mais pro fundo.
Lê o que lhe escreveram e não sabe que horas são mesmo querendo tanto ver o tempo passar... Logo pensa em fazer de conta que se conhece, que as explicações das palavras no dicionário fazem sentido, que nada dói sem motivo (acaba chorando escondida dela mesma).
Então fechou seu tribunal de pequenas causas não sentindo o mesmo entusiasmo por mudar alguém, ficando literal demais parou de poetizar um mundo que encantava os que conseguiam vê-lo.
Por fim encontrou uma carta que não saiu do rascunho, uma indicação de livro que não leu, algumas falas de filmes que nunca viu, e jogou tudo fora apagando novamente as luzes. Agora que não se vê mais nada no quarto acha engraçado sentir-se protegida, como se estivesse dentro de si, como se não precisasse tanto entender concretizando, como se fosse fácil sentir sem contabilizar... Mas lembra: "O tempo voa e continuo não sabendo que horas são", e isso faz do mundo silêncio e insônia.
Sabe-se que ninguém perguntará porque seus olhos estão fundos, ou porque anda mais quieta... E eu sei, que às vezes a falta dessas palavras é sua dor invisível.
domingo, junho 26, 2011
Pressa.
Ela jogou o rosto contra o meu e fez esses dias claros virarem noites temporárias, deixando as promessas para quando tivermos fôlego. Encontrou em mim uma fome que tenho de fazê-la perceber o quanto a quero distraída pra surpreende-la, e assim me viu por dentro.
Todas as palavras de agora que tem o tom de sua voz, saem da minha boca quando pareço saber sobre o que falo.
Não posso deixar de sentir essa estranheza de tê-la encontrado em mim antes de vê-la com esses olhos de agora (esse é de todos os invernos, o mais doce).
Existe uma calmaria que não nos cabe a dúvida de estarmos esperando um tempo mais frio, para que o mundo gélido de dois corpos seja além de doce, certeza quente num abraço daqueles refúgios literais.
segunda-feira, junho 13, 2011
Editar.
domingo, junho 12, 2011
Queria que você me visse agora...
sábado, junho 11, 2011
Repara.
Diz bom dia para a manhã num sussurro e fecha os olhos procurando descansar dessas noites mal dormidas.
Aperta os travesseiros contra os ouvidos e tenta conversar consigo mesma, procurando saber quem está alí entre vozes que nessa hora a boca imita soltando o ar quente de um abraço retido, e o corpo se vira como se o outro lado do quarto tivesse todas as respostas.
Esse meio sorriso só dura quando a ilusão é mais aparente, quando o que sabe-se dela fica tão escondido que os olhos alheios nem tentam mais decifrar. E no fim ela sabe que é porquê não se repara nada quando é justamente o nada que se expõe. Seu vazio expresso nesses momentos é o que mais a caracteriza, e enfim sua face toma o mesmo formato do papel que representa.
Existe um momento em que tudo fica quieto e o mundo esclarece seus medos...
Fala então num grito que escorre em forma de choro: "Dorme garota, já que é tarde e ninguém vem, já que é dia e ninguém te espera, já que você não se encontra mesmo..."
terça-feira, junho 07, 2011
domingo, junho 05, 2011
Sobre o que é teu.
Entre as luzes acesas a noite chegou, e o frio vem com esse vento doce que me remete o cheiro da tua pele... Todo vento que me toca hoje, deixa essa sensação de brisa tua, quero dizer.
Agora sinto o escuro da noite sem medo de prolongá-lo no sono, se nele te encontro, sem medo de despertar pro dia, se te tenho aqui (me pego abrindo todas as janelas).
Encontrei algo meu que esteve escondido numa ideia tua sobre quem sou, despertando a certeza só nossa de que todo vento agora virá suave e viciante (estes que saem das nossas bocas, e entre palavras de sussurros chegam cada vez mais perto de se encontrarem em versos que ecoarão no silêncio de um beijo).