quarta-feira, maio 23, 2007

Para todos que foram e esqueceram.

As pessoas dos livros fazem tantos rodeios, talvez porque não consigam explicar, ou expressar bem a idéia da ingratidão ou descaso humano.
Seria mais fácil, se deixássemos bem claro a todos, desde pequenos, que são seres únicos (eu passaria por muito menos fases ruins se não fosse por isso).
Acho que a vaidade absoluta reina nas confissões de amor, talvez eu seja assim, talvez eu tenha espelhos demais, talvez eu tenha lido demais e enlouqueci antes da hora. Mas, convenhamos, as pessoas nunca ligam, e você não sente falta da voz, é o orgulho ferido, o número não discado. Procura arduamente algum telefone substituto, esquecendo que o processo é o mesmo.
Eu, com conceito elevado ou exagerado de mim, nunca liguei, pelo menos não literalmente. Eu, ainda que inábil a qualquer coisa que esteja fora dos meus sonhos, consigo forças para a grande mudança.
O fato é que sei que não preciso disso, mas sei que isso é preciso, não por mim, mas pelas horas gastas ao telefone.
Conheci pessoas bem vestidas, em balcão de bar cool, que se diziam interessar pelas artes, e como se levantassem peso, cuspiam frases decoradas elevando seu ego. É normal ir ao banheiro e ver uma dessas pessoas com a mão do lado esquerdo do peito, procurando o coração que deveria estar alí. Procurando algum refúgio, algum lugar onde o que lhe é natural poderá ser exposto sem nenhuma interrupção, aquele amparo que não tem tempo de sentir nos braços de desconhecidos em noites tão curtas.
Para todos os que foram e não ligaram, para todos os que perderam na lembrança quem são, para todos os que perderam a habilidade adquirida ao longo dos anos de amar infinitamente, dou de bom grado toda minha desatenção, desconsideração e desprezo.

domingo, maio 20, 2007

Set me free.

Eu sempre pensei em você como deveria ser,
yukkuri sono me akete goran yo, your heaven's a lie.
Something wrong quando percebo que ichiban hoshi ni inoru, sore ga watashi nokuse ni nari.
Je t'aime, Je t'aime! Nessun senso, non potete girarli intorno.
Mich frei einstellen mit deiner Liebe.

terça-feira, maio 01, 2007

Arrastando a vida.


Não é em um espelho que se reflete o amor. Talvez as rugas, que em silencio aparecerão em meu rosto, me façam esquecer do desgosto que tenho em parecer tão jovem.

Você segue pousando a suas mãos sob as cordas desse violão, e eu arrasto minha vida brindando e fazendo as pazes com o tempo.