segunda-feira, abril 14, 2008

The 4 strangest months.

She wakes me up to ask if I'm asleep. One minute past and I need some cigarettes.
I don't have a social life in the bed, but she don't care. (- Can we stay in bed all day? - I tried to act as if I didn't want to get out).
I only gonna live what I learned in 4 months: sentimentaldrunk-heartexplodingwithlove-tryingsohardtoholdon.
Well, I did the things you said to do. But I ever saw your point of view. (I sick of live in love)
I dreamed of some kind of perfect life and I never even realized what it was. And I still wake up with a smile on my face because I've invented my own truth. It's a feeling inside that words just can't describe...
My friends all say that I'm crazy and they're probably right, but nothing's gonna turn me off of my decision...
She's a time bomb, but I need someone here for a change. She's a time bomb, but I need somebody here to annoy. She's a time bomb, but I need someone to talk during. She's a time bomb, she's a time bomb, and I can't say that I didn't know this.

segunda-feira, março 24, 2008

Dúvida anestesiada.

Meus pés estavam frios, mas não congelando como as gotas de chuva fazendo meus olhos se esquivarem delas e das outras, que haviam dentro deles. A pedra por estar tão perto do abismo parecia longe da realidade do que realmente aconteceria. Eu não iria mais à frente, pelo mesmo motivo de odiar parecer tão sentimental, um desequilibrar dos meus passos e o som do último violino viraria harpa seguida de vozes familiares. Isso não era necessário, mas essa dúvida constante sobre a pedra, meus pés e os passos era o que eu queria.
Mesmo sabendo a resposta de meu corpo inérte ao mar, minha mente me levava a sentar e pensar a respeito. Enganando a si prórpia, imaginando que quem avistasse a grande pedra agora, pensaria que é um caso sério de amor perdido. Talvez encontrado, e intenso demais para quem molha toda a roupa de chuva sem se importar, mas fecha os olhos antes das gotas de dentro saírem.
Por vezes eu pensava nos sentimentos dos abismos anteriores, e como a dúvida dos passos fazia menos sentido. As conquistas eram mais valiosas que os passos.
Olho para meus pés e eles já estão quentes, a tormenta congelante se foi. E antes de pensar em qualquer coisa, ainda de olhos fechados vejo folhas e um all star branco, de um dia em que os passos iam em busca de um abraço. E que as lágrimas salgadas como a água do mar que trouxe a dúvida, estavam lá dentro pulsando felicidade, assim saindo e lavando todo o rosto mascarado de sempre, sem mais conquistas, porém conquistado.

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

É para não acreditar, acreditando estar certo porque mais te convém.

São cacos, fragmentos de conversas sólidas derretendo com a chegada da noite.
São frios, amigos que trazem consigo a luz que esquenta os pés quando a ressaca é moral.
São negras, as vestes que vestes tentando dizer algo claro que compence sua falta de vocabulário.
São fracos, os sons das vozes que de tanto rodiar meus medos acabam se perdendo por entre minhas esperanças.
São brilhantes, os óculos que me obrigaram a usar protejendo as idéias vermelhas e embassadas que são parte de mim.
São vazios, os tubos de ensaio cheios de memórias novas que me deram, mantendo esquecido o meu vácuo insano.
São dolorosas, as palavras que me acariciam cuidadosamente, com a verdade sincera acabando comigo.
São de ferro, as passagens de dor para calmaria, de vício para ilusão, de noite para dia.
São de fumaça, os sonhos concretos que acabam sendo reciclados a cada estação.
São de verdade, as mentiras que já contei com os olhos quando eles revelaram mais do que eu deixaria.

domingo, fevereiro 10, 2008

Como eu te amo...! (Como eu te amo?)

Talvez seja mesmo impossível acabar com essa condição humana de ser sempre compelida a encontrar alvos fáceis para prejudicar, tentando preencher tudo aquilo que já é vazio à tanto tempo por dentro... Esse vazio andou comigo sempre tão intenso, que agora a falta dele me faz sentir as batidas do meu coração quando fecho os olhos.
Eu preciso dizer o quanto finalmente estou vivendo, vivendo! Engraçado que além da superfície sempre moldável do meu corpo, o que havia por dentro foi tratado com tanto apreço que definitivamente nunca será igual.
Mesmo que todos esses bons ares retornem ao seu lugar de partida e o vazio volte, a cicatriz de já ter sido tão feliz vai afugentar qualquer chance de não querer sorrir. Acho que poucas pessoas sentem isso, essa neurose toda por estar tão feliz e não saber o que fazer com todos esses sentimentos novos.
Te amo assim, mudando por sua causa. Te amo abraçando você como se fosse o que preencheu o vazio que me fazia tão mal. Te amo prepotente, no meu mundo de palavras decoradas, perdendo todas elas quando te vejo vindo em minha direção. Te amo transformando você em noite só para ver o meu dia clarear em seus braços. Te amo com as cores voltando a fazer algum sentido . Te amo como acho que se deve amar, tão puro e sincero como acho que seve ser o amor.

terça-feira, janeiro 22, 2008

Ana, seus sorrisos e seus olhares.

Com um sorriso para cada momento, Ana tem a expressão mais clara no rosto mais bonito que já conheci. Quando sorri e fita o seu olhar em mim, entrelaçando seus braços sobre meus ombros, eu sei que ela sentiu saudade. Se tira o cabelo da face e revela um sorriso de aceitação, de pura felicidade, meu coração se enche da mesma felicidade misturada com a paz que esta cena me traz. Porém quando o verde de seus olhos se ofuscam com lágrimas do que a corrói, sua boca se cala e começo a ter febre. Quando se sente protegida, fecha as suas pálpebras bem forte, e enquanto sorri de boca fechada, eu acabo por suspirar sinceridade antes de dizer que ela me mudou. Ao entregar seu corpo por completo em uma emoção imensurável, Ana se transforma em verdadeira e infinita beleza. Ah Ana e seus sorrisos, ah Ana e seus olhares...

quarta-feira, dezembro 05, 2007

Laço: nó que se desata sem esforço ou vínculo.

domingo, novembro 04, 2007

Foguete.

A insignificância vista a olho nú, desperta cada vez mais o desejo de ir embora. As pessoas forjadamente especiais se despedem sem nem ter dado partida. A luz pálida e o vento gélido não conseguem me acalmar e nem me socorrer, quando acabo sempre cometendo os mesmos erros.
Bebo até o último gole da água em combustão, assim esqueço porque saí novamente para o sacrifício semanal.

Perco todas as minhas idéias pelo balcão, e fico juntando seus fragmentos. É tudo porque toda dor se foi, e não sei viver com essa ausência de ilusão. A felicidade enfim se vai pelo mesmo caminho, e assim só, nesse vácuo surgem devaneios que seguem na frente mostrando minha grande casca oportunista.

Mais do que tudo penso nos meus braços que tremem envolvendo seu pescoço. Concentro-me neles tentando sem sucesso parar com o nervosismo teatral, que surge naturalmente como mais um artifício.

Suspiro e sorrio para as câmeras de olhos castanhos ou azuis, e acabo me desfazendo de mim. No fim consigo tudo de nada que me completa.

segunda-feira, outubro 15, 2007

Para ti eu canto, por ti eu danço, em ti eu lembro.

Transformo-te em escrita pois a cada dia mais fragmentos de você se vão. Mas se te encontro, em ti vejo todos os dias não aproveitados por mim. E nesse desencontro de agora, é mais difícil do que parece, o esforço para não esquecer algo que nunca pensei que deixaria de ter comigo. 

A armadura de linho já não nos protege desse esquecimento sem escolha. Cada faca que nos atravessa quando passamos sem nos perceber, faz mais forte a cicatriz. Chegará o dia em que nem notaremos mais a dor, e a esperança se perderá afogada em tantos dias de espera.

 Assim o grande portal se fecha como uma piada contada várias vezes. E completamente inerte a tudo isso estamos nós tendo alguma coisa nos entretendo, tentando disfarçar o verdadeiro segredo do que acontece por trás dos passos em direções contrárias.

quinta-feira, outubro 04, 2007

Escrevo.

Escrevo sobre dor, sobre o que se passa por dentro, sobre o que não passa, sobre a dor de dentro. 
Tento me contar como tudo surge. Tento compreender, saber porque dói tanto, porque preciso da escrita.

 A tinta da caneta pode sentir minha dor e angústia entre o plástico e os poros de minha pele. Aperto forte, até minha garganta abrir, formo palavras e invento idéias até meus olhos secarem. Fujo de mim e me esqueço esclarecida. Tomo uma dose de medo que não conhecia, e despejo o vômito em linhas confusas.

O porquê escrevo pouco importa a mim ou a alguém. Assim como minha dor, minha garganta inflamada de raiva, pouco importam a quem os proporciona.

domingo, setembro 30, 2007

Ida e volta.

Não sei de onde vem toda essa aversão que sinto agora. Não sei de onde vem meu desgosto, meu gesto falho ou incoerência. Mas tenho certeza de que nada vai sumir tão cedo. Ontem foi como se eu tivesse que fazer força para respirar. Como se uma tonelada fosse carregada por mim dia após dia, e eu só a visse depois de já estar sangrando.

O que eu escuto já não faz tanto sentido assim. Por vezes me perco entre minhas limitações. Esqueço com facilidade enorme qualquer coisa. Não preciso mais da força de vontade insistentemente me deprimindo cada vez mais. Agora as correntes ficam no meio da escada, enquanto eu subo até o último andar, vou me desprendendo.

Tive a impressão por alguns segundos que esse sol que me faz fechar os olhos talvez esquentasse meu corpo gélido sem direção.

Meus pés tão cansados de correr, sem hora marcada, sem porquê, doem mais do que meu peito nunca sincero. Eu me perdi por entre seus cabelos, voando e contornando minhas idéias. Se pular, logo minha voz não irá sussurrar em mais nenhum pensamento, o toque será esquecido e o olhar perderá o sentido. De que vale descer?

O vento piora, e o calor também, espero a chegada da noite. Talvez se eu fosse mesmo pular, não traria papel e caneta, ou não estaria transbordando por dentro.