quinta-feira, setembro 11, 2008

As coisas que são diárias.

Falar com você ameniza o fardo diário que carrego nas linhas da estrada.
A omissão intencional acaba sendo desculpada, porque se fez do que não se pode explicar.
As linhas que voam e percorrem os caminhos em que eu queria estar, chegam até você tão cheias de tudo o que eu preciso, e tão vazias de mim, que não te completam como o esperado.
A paciência inérte ao corpo sem toque faz ele parar de tremer e querer correr de olhos fechados, tentando acabar com a loucura toda.
De repente o corpo responde aos estímulos que vem de dentro, as coisas ficam mais claras e em um suspiro entendo por meio segundo o que isso tudo quer dizer.
Levanto e dou duas voltas ao redor de mim, peço desculpas em voz alta.
Perdi tanto das coisas que me prendiam em lugares que ainda freqüento, que agora a voz mais doce saí como um grito de socorro, e a minha resposta vem com dores na parte alta do cérebro, que me calam diante do que ninguém entende.
Mas enfim supero as curvas mudando o sentido da viagem, tampo os buracos com o tempo, e busco transporte nas coisas que penso diariamente.

2 comentários:

Cláudia I, Vetter disse...

nas asas que batem frenéticas à naturalidade do diário, os furacões fazem a passagem do vento que te propaga.

eu sei.
http://riot-act.blogspot.com/2008/09/luz-por-entre-teclas.html
confere!

:)

R., R., Rosa disse...

e eu acompanho de longe a borboleta voar, enquanto os humanos aceleram urânio, seu doce vôo ciclâmen.