domingo, abril 01, 2012
- Eu sei.
- Gritavas às vezes.
- Nem me lembra.
- Sou só uma voz interna, mas ando preocupada com nós.
- Eu sei.
- Ela vai embora, é o último aviso.
- Nem me lembra.
- Acha-te muito especial. Mas não és.
- Eu sei.
- Agarra-te na ideia da morte pra não ter responsabilidade de ser feliz em vida? Quanta covardia.
- Nem me lembra.
- Eu não estou lembrando nada, para de te repetir como quem pede desculpas. Sabes que esta conversa só acontece porque você pensa nisso.
- Eu sei.
- Então mexa-se.
- Mas eu... Nós... Temos tanto medo.
- Eu sei. Nem me lembra...
sábado, março 24, 2012
(E o estranho é que, tenho a mesma sensação em tudo que te escrevo: "Está sem começo e fim").
sábado, março 17, 2012
quinta-feira, março 01, 2012
domingo, fevereiro 19, 2012
Meia noite e vou para a casa.
-
.
.
Hoje me tornei personagem atuando fielmente detalhe a detalhe do que algum dia fui. E entendi tudo.
É, sou eu, a garota. E esse "tudo" é só meu.
Essa pessoa continuou o seu caminho.
Não sei se foi porque o meu caminho não segue mais o dela, ou pelo simples fato dela não ter vontade de cruzar alguns toques de carinhos comigo mas...
sexta-feira, fevereiro 17, 2012
Parte 4.
quinta-feira, fevereiro 16, 2012
Texto rouco.
sábado, fevereiro 04, 2012
96 folhas formato 140mm x 202mm
sexta-feira, janeiro 13, 2012
Vejo a menina sentada no fim do corredor. Ela finge dormir mas seus olhos às vezes abrem. Parece que está num misto de realidade interna e externa abrindo e fechando os olhos. Várias pessoas a vêem, mas ela só enxerga dentro de si, ou o seu reflexo externo.
De olhos fechados a menina aperta os lábios como quem cessa um beijo, depois afoga os dedos nas mãos, faz as coxas tremerem e assim se torna um corpo em total desespero... Abre os olhos para relaxar esse corpo que se debate, e fazendo cara de quem se conhece olha nos olhos da pessoa que passa como se importasse muito a cor deles, mas eu sei menina, que você só procura pelo seu reflexo.
Vejo a menina sentada no fim do corredor e agora me parece tão triste... Como um oceano de areias vazias de vida, ou uma flor que nasceu numa caverna escura...
Ela passa as mãos pelos seus cabelos e depois aperta-se com um abraço forte, assim, de repente, seu corpo fica dócil.
Então ela me olhou, como antes me viu de olhos fechados, agora finalmente abertos para alguém acessar aquela dor. Dessa vez não me tomou como reflexo de si, me deixou chegar perto e humildemente pediu ajuda... Mas os homens levaram o espelho do fim do corredor cedo demais, e eu a perdi.
quarta-feira, janeiro 11, 2012

