Thursday, February 15, 2007
Aquela lá..
Se via como antes, tendo a obrigação de viver, acorda com todos aqueles gritos e pessoas querendo mais, esses são reflexos da noite naquela casa.
Nunca quis se afastar de si, mas acabou quebrando todos os espelhos e esquecendo de todas as suas esperanças.
Cansou de sentir prazer em desfazer coisas, não aguenta aquele enorme vão que fica nos abraços, anda olhando sem ver.
Queria se desculpar, mas não consegue chegar até o telefone.
Se entrega a tantos vícios, vê tantas pessoas, mas nenhuma possibilidade.
Prefere pensar que era pra ser, não se culpa por não poder fazer de conta que não tem passado.
E ela pode ir embora, pode se reanimar, jogar água na cara, sair e sentir o sol, mas nada é tão simples.
A chave devolta continua na mesma posição de quando chegou, mas não tem tempo pra pensar a respeito, pessoas batem a porta, ela precisa ir.
Saturday, February 03, 2007
Aquela lá.
Ela tentou ser melhor, deu tudo de si.
Mas perdia seu auto-controle, quebrava corações.
Por que às vezes o melhor não pode ser o bastante?
Mentiras iam se acumulando, ela nunca quis magoar ninguém, mas acabava tendo que pedir perdão.
Tinha certeza que poderia ser a pior pessoa do mundo, a qualquer hora do dia.
Não merecia a vida, não merecia as pessoas, e voltou ao mesmo estágio de auto-piedade que odiava.
Em seu coração, lembranças boas se transformam em pesadelos de saudade.
Ela queria ver o mar, sentir a areia, mas não consegue manter-se de pé.
Virou lixo, foi contra tudo o que acreditava, perdeu aquela chance, se desperdiçou.
Colocou seu nome no topo da lista de coisas que menos gosta, se deixou de lado.
Vendeu suas maiores virtudes, por panos que secam lágrimas mais rápido.
Voltou a ser tudo o que repudia, voltou a não acreditar, voltou a não ter respeito.
Hoje faz de conta que não tem ouvidos, finge não sentir os toques, olha sem ver, e prefere não pensar nisso tudo.
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