Monday, January 29, 2007

365 dias.

Eu poderia falar por horas sobre coisas que estão acontecendo comigo. Eu poderia dar as costas e dizer que está tudo bem. Eu poderia esconder minhas angústias dentro de mim. Eu poderia escrever aqui pra ninguém ler. Eu poderia correr e me sentir mais leve. Eu poderia sair de casa e contar os postes da rua. Eu poderia ler um livro e fingir que tudo fora dele é normal. Eu poderia botar o som no máximo. Eu poderia conviver com esse silêncio. Eu poderia acabar com o preto e branco em mim. Eu poderia te pedir pra ficar por mais tempo. Eu poderia trancar a porta e conversar sozinha. Eu poderia dizer que estou com saudades de tudo em você. Eu poderia olha pro céu e esperar as estrelas chegarem. Eu poderia ligar pro meu pai e fazer as pazes. Eu poderia esquecer essa família. Eu poderia reconstruir tudo. Eu poderia deixar tudo como está. Mas, de modo algum, eu poderia viver sem essas mãos por perto, brindando as possibilidades das nossas vidas.

Wednesday, January 03, 2007

Chovendo.

A noite me pareceu mais escura, e a chuva insistente não serviu pra nada. Sua beleza, resplandece, e continua mostrando o melhor de mim. Os acordes ainda são os mesmos, mas a letra da música mudou. É tudo tão novo, de repente e óbvio demais, não sei porque me surpreendeu. E essa sensação boa de saber que o impossível está bem alí ao nosso alcance, acaba com palavras ásperas, sem sentido pra mim, e com muito sentido pra mim. Nesse momento, fecho os olhos pra sentir a verdade que não existe. Essa nostalgia toda não me deixa dormir, mesmo com tanto sono. Sinto falta daquele encanto, daquelas tardes, daquelas vozes. Nada faz tanto sentido, sem o que eu nunca tive. Faz tempo que não escrevo, assim como muitas coisas fazem tempo. E as dificuldades que tenho para dizer, a sua altura o quanto gosto de você, são enormes. Mas, ainda tenho um ano inteiro pela frente.